Por mais comunicação de raiz e menos de Nutella

A comunicação de uma marca vive da reinvenção, da atualização para permanecer up to date, relevante e atraente, especialmente para as novas gerações. Neste contexto, novas tecnologias somam para o desenvolvimento de ferramentas que devem compor um conjunto de ações que possam potencializar as oportunidades de resultados e onde vemos se consolidar a “comunicação 360o” – àquela que procura atingir seu alvo sob diferentes plataformas e meios ao mesmo tempo.

 

Mas, embora todo este movimento seja altamente produtivo e necessário, é importante ficar atento ao que deve permanecer como essencial no processo de comunicação dentro de um cenário de renovação, para não sobrepor modismos, sem os devidos contextos, em detrimento de fundamentos importantes por traz de uma marca – seus produtos, seus serviços, seus benefícios e seus valores.

 

Para estar na moda é preciso se vestir de essência

Apesar de esta consideração parecer óbvia, a realidade tem mostrado muitos equívocos, em que a comunicação está se rendendo a uma onda de neologismos, não customizados, ou melhor, não adaptados… com briefings e planos resumidos por bullets em apresentações “cool”, mas totalmente rasos e desconectados com o mais importante: o cerne e o público da marca (ah, também chamado agora de persona).

 

Há um script para mapear a tal persona, mas poucos procuram analisar, de fato, o que ela deseja, como ela vive e como ela adere melhor à comunicação. Ao contrário, e com frequência, querem vesti-la a todo custo de acordo com as “novas tendências”, usando roupagens impessoais e “fake” que em nada se relacionam com ela.

 

O resultado de tudo isso tem sido o óbvio: fracasso. Ainda que em um primeiro momento a comunicação pareça linda, moderna, jovial, antenada…, passado o encanto e com um olhar um pouco mais crítico ou apenas deixando fluir seus sentimentos, o público/persona não sente identificação e empatia na marca e o que ela representa naquela comunicação e, simplesmente, se desinteressa, desapega e troca.

 

Então, antes de se render a uma “tendência” ou moda como apelo de renovação, fique atento ao que cabe de verdade em todo o processo da sua comunicação, tendo a ciência de que o respeito à sua raiz ainda é, e sempre será, a base para a manutenção e/ou conquista de novos públicos.

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